domingo, 25 de janeiro de 2009

De passagem...

Olá a todos, quanto tempo! Resolvi dar uma passadinha aqui e falar sobre como as coisas estão rolando. Primeiramente, eu e um amigo rompemos nossa amizade, que foi legal até um determinado ponto, ainda que o fim dela tenha sido bem tranquilo, uma despedida do tipo: "Até mais, rapaz, nos vemos depois!"...

Esta minha semana foi tranqüila, ainda que com alguns momentos bem conturbados no serviço. Pelo menos estou de consciência limpa, ignorei algumas ordens, mas deixei os clientes felizes, isso me basta. Muitas dúvidas e possibilidades passam pela minha cabeça, neste momento. Oportunidades sempre surgem, ainda que não sejam novidades. O problema é o alto risco ao tomar determinadas decisões, pelo menos eu me libertaria, me sentiria bem melhor... Prometi para mim que não deixaria minha vida profissional continuar invadindo minha vida pessoal, pois não vale a pena. Não vale tanto quanto minha saúde, meu tempo e minha liberdade...

Estou vendo que a única forma de eu aprender violão é fazendo aulas mesmo. Pois nas últimas 2 semanas não consegui nem tive coragem de pegar o violão para tentar fazer algo... Eu realmente quero aprender a tocar violão, e ser realmente FODA nisso! Além disso, me deu uma vontade incrível de andar a cavalo... seria extremamente relaxante...

Ontem, sábado, dia 24, nós - eu, a Tau, meu irmão e o Danilo - fomos ao Campus Party 2009, lá no Centro de Exposições Imigrantes. Infelizmente não estava tão interessante quanto ano passado, na qual cheguei a ir 2 dias! O que vi de interessante lá foi:
  • Um robô dinossauro com diversos sensores sob o revestimento, conforme fosse acariciado ia reagindo mexendo o corpo ou mesmo balançando o rabo. Ele até mesmo conseguia morder uma folha quando a colocávamos perto de sua boca. Muito legal.
  • Um robô humanóide em miniatura que dança, caso fosse aceso um laser de seu controle remoto e apontado para o chão, o robô andava até onde o laser estava apontado. Show ein!
  • Interatividade a mil com o videogame Wii, da Nintendo. Todo mundo utilizando esse console para apresentações ou para programas interativos. Nada fora da proposta feita pela Nintendo antes do lançamento do seu console. Pelo menos um expositor de um dos estandes comentou que estão testando um projeto muito interessante: um sensor que se coloca na testa, e por meio desse sensor conforme fixamos o olhar sobre algo em uma tela especial, o sensor interpreta esse ato como um clique... possibilitando por exemplo escrevermos um livro sem mesmo utilizar um teclado real, apenas com um teclado virtual apresentado na tela... a partir dessa possibilidade... muitas coisas passam pela minha cabeça, incríveis funcionalidades e que aumentariam nossa produtividade em frente ao computador!
  • Ah e por último, com um grau de menor importância, no começo da feira participei de uma pesquisa referente a tecnologia, cursos e profissão... espero ganhar algum curso grátis seja no Senac, na Impacta, ou mesmo na FIAP... será!? será!? será!? HeHe
Acho que quanto a feira foi isso aí... Eu esperava mais... Ah, teve também a F-Secure oferecendo partida grátis de Laser Shot! Nossa quanto tempo desde minha última partida! Foi quando ainda eu estava no Ensino Médio... (coitadinha da Tau, nem foi chamada pra ir...).

Nossa... Acho que meu cérebro tá atrofiando, pois quase não tenho usado ele... Não leio livro, não produzo mais nada no PC, nem programo, nem brinco no Photoshop, quase nunca escrevo no blog... Resumindo estou virando um SELVAGEM!

Bem hoje assisti 2 filmes muito interessantes:
  • O Curioso Caso de Benjamin Button: adaptação do romance F. Scott Fitzgerald sobre um homem que nasce com oitenta e poucos anos e rejuvenesce a cada dia que passa. O filme percorre uma jornada tão incomum quanto pode ser a da vida de qualquer pessoa, através da grandiosa história de um homem nem tão comum assim, das pessoas e lugares que ele descobre ao longo do caminho, dos amores que encontra, dos que perde, das alegrias da vida e das tristezas da morte e do que permanece além do tempo. Minha opinião: um filme excelente, emocionante, ele pode ser longo mas ao mesmo tempo é curto de mais para a quantidade de informação que transmite a respeito do protagonista.
  • Sete Vidas: Ben Thomas é um homem que foge de uma culpa do passado salvando vidas de completos desconhecidos. Seus planos sofrem mudanças quando conhece a frágil Emily, e esse encontro vai resultar na maior redenção de Ben. Minha opinião: do começo até a metade no filme, nos sentimos um pouco perdidos como se tivéssemos perdido bastantes cenas, mas aos poucos o conteúdo do roteiro vai sendo moldado, conseqüentemente vamos entendendo e ao mesmo tempo sendo tocados por esse drama. Ficamos amigo do protagonista, sentimos pena o filme inteiro, nos emocionamos, temos expectativas do que ele realmente é e o que não é, ao fim do filme ele supera qualquer expectativa que se tem a respeito da bondade do coração e do ser humano.
Resumindo: assistam esses filmes, são realmente excelentes. Bom, nos vemos qualquer dia desses, até mais e quem sabe trarei novidades para cá... Fui...

Ah, um Feliz Aniversário para a Cidade de São Paulo, que completa hoje 455 aninhos! Show! Aliás shows rolaram e ainda estão rolando pela cidade! Não fui, pois estou de molho, só relaxando em casa! Quem dera ter uma vida pacata em uma cidadezinha do interior...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Que Lixo, ein...

Um detentor de direitos autorais reivindicou que possui parte ou todo o conteúdo de áudio do seu vídeo Abertura do Projeto de CG. O conteúdo de áudio identificado em seu vídeo é Medication de Queens Of The Stone Age. Infelizmente a reprodução de seu vídeo foi bloqueada devido a problemas com os direitos das músicas.

Opções dadas pelo Youtube a mim:

Substituir áudio: Utilize o AudioSwap para substituir o áudio de seu vídeo por qualquer faixa da nossa crescente biblioteca de músicas autorizadas. O YouTube publicará novamente o seu vídeo com a nova faixa de áudio.

Desativar áudio: Você pode desativar o áudio desse vídeo. O YouTube publicará novamente seu vídeo com o áudio permanentemente desativado.

Disputa de reivindicação: Se você acha que essa reivindicação foi feita por engano, ou que está autorizado a utilizar o conteúdo em questão, você pode disputar essa reivindicação com o suposto detentor dos direitos autorais. Você será orientado por um formulário da web e sua contestação será encaminhada para ser analisada por ele(s). Se você contestar a reivindicação do seu vídeo, nós o disponibilizaremos para análise pelo suposto detentor dos direitos autorais. Isso é necessário para que ele analise a disputa e acontecerá independentemente das configurações de privacidade de seu vídeo. Se seu vídeo for privado e você não quiser que ele seja visto, infelizmente não poderemos aceitar sua disputa. Contudo, se o vídeo for privado, isso será claramente informado ao suposto detentor dos direitos no momento da exibição e a privacidade e confidencialidade do seu vídeo serão respeitadas. Além disso, se o suposto detentor dos direitos autorais responder à disputa declarando que é o proprietário, seu vídeo será removido permanentemente do YouTube. Para obter mais informações sobre este processo, consulte a seção Disputas de ID de vídeo na Central de Ajuda.

Remover vídeo: Você pode excluir este vídeo do YouTube.


Minha conclusão: nem é necessário dizer que vou optar por remover o vídeo do meu Projeto de Computação Gráfica, lembrando que este vídeo tem uma duração de apenas 48 segundos! Meu Deus! Onde vamos parar com essa história de direitos autorais!? Não vejo problema algum na utilização da música nesse vídeo nem em outros casos... Bem, sem comentários... Vou embora... Excluir o vídeo...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Elephant Gun...

Não vou explicar o sentido desta música a qual vou postar, mas ela trás em sua letra algo que se assemelha ao que está acontecendo em minha vida... Não sei se tenho em minhas mãos essa arma ou se esta se encontra sem munição... Sei apenas que é uma bela música da banda Beirut, que conheci por meio da microssérie "Capitu", foi a música de introdução da série exibida na Globo durante a segunda semana de dezembro de 2008, foi um prazer assistí-la, excelente!

Quanto a banda Beirut, os gêneros que desenvolvem em suas músicas são: Folk (folclórico) e Indie (independente e de grande liberdade temática). Apreciei bastante os álbuns e EPs, para quem se interessar aqui está o link para o MySpace da banda Beirut.

Quanto a microssérie Capitu, excelente, fiel a grande obra de Machado de Assis, apesar de dar ênfase a traição de Capitu. Muito interessante a utilização de imagens que mudam do claro para o escuro, mergulhando o roteiro em mistério, desgraça e tristeza. Em quanto assistia, comecei a me perguntar se Luiz Fernando Carvalho foi inspirado pelas produções de Tim Burton. Algo que me deixou impressionado foi a mistura do cenário carioca atual com o imperial, assim como o cotidiano de antigamente e algumas tecnologias de atualmente. Foi um entretenimento prazeiroso! Meus pêsames quem perdeu esta maravilha para assistir a novela dos mutantes... A estes se deve a baixa audiência da microssérie, apesar de que esta só tem sentido para àqueles que leram o livro.

Sem me esquecer da música de introdução, a letra dela segue abaixo.

Elephant Gun
BEIRUT
If I was young, I'd flee this town
I'd bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight

Far from home, elephant gun
Let's take them down one by one
We'll lay it down, it's not been found, it's not around

Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all that i hide


Elephant Gun
BEIRUT
Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
Enterraria meus sonhos no subsolo
Assim como eu, nós bebemos para morrer, nós bebemos essa noite

Longe de casa, elephant gun*
Vamos derrubá-los um a um
Nós os deitaremos, eles não foram encontrados, eles não estão por aqui

Que comecem as estações - elas rolam como devem
Que comecem as estações - derrube o grande rei

E rasgam o silêncio do nosso acampamento à noite
E rasgam a noite

E rasgam o silêncio do nosso acampamento à noite
E rasgam o silêncio, tudo que é deixado é o que eu escondo


*Elephant gun: arma de grosso calibre. Originalmente feitas para caça de elefantes ou para outros animais perigosos.

Incompetência Generalizada...

Infelizmente, cá venho falar sobre isso e a respeito de mim próprio... triste não é mesmo!? Mas é a realidade. Ultimamente, não posso dizer que sou uma das pessoas mais competentes, mas sim o contrário. Não sou capaz de cuidar da minha vida pessoal nem da profissional. Será uma fase ou será uma sina, de qualquer forma para mim é uma tortura.

Nos últimos dias, consegui deixar três clientes descontentes: La Plaza, St. Etienne Jardins, Manuella. Não tem nem o que eu dizer, confiaram em mim e eu falhei... Deixei um amigo muito especial na mão, falhei com ele também... Perdi minha moral... Estou sem inspiração nenhuma...

Preciso colocar minha vida no eixo novamente, sinto peso no meu coração, sinto peso em minha mente, peso em minhas mãos e em meus pés... Estou precisando de um tempo só meu, somente para mim...

Abaixo seguem algumas fotos que tirei no último mês, para quebrar um pouco da tristeza que toma conta do meu coração e desta postagem.

Parque Ibirapuera - Show das Águas (2008)
Parque Ibirapuera - Show das Águas (2008)

Terminal Princesa Isabel (2008)
Terminal Princesa Isabel (2008)

Voltando de Carapicuiba (2008)
Voltando de Carapicuiba (2008)

domingo, 30 de novembro de 2008

Nova produção... o que sai do coração...

O vento assoviava passando por entre a porta aberta da varanda do quarto, flamulando a cortina branca graciosamente, enquanto a majestade sol despontava seus primeiros raios no horizonte. A pele de seu rosto sentindo a suave brisa que batia, suas pálpebras agora começavam a absorver a nova claridade que surgia, continuava imóvel, inerte em um sonho qualquer esperando que alguém viesse lhe acordar. Os segundos se arrastavam, nada se movia, exceto pelo rastro do belo sol que sobre o dia se erguia, sua claridade queimava mais e mais nos olhos daquele jovem rapaz, fazendo-o despertar.

Abriu os olhos lentamente, sem aversão nenhuma àquela claridade e quentura, como o toque de uma sedosa mão a acariciar os cabelos de alguém que se prepara para acordar. Fitou a estrela no horizonte, ainda com sua cabeça confortavelmente descansada sobre o macio travesseiro, não se sabe o que o jovem rapaz estava pensando em quanto observava a majestade e sorria, mas depois de alguns momentos levantou-se energicamente sentando na cama, ao colocar os pés no chão sentiu certo frescor e a textura áspera do carpete, confortou-se, olhou para o espaço vago ao seu lado e estendeu seu braço a fim de tocá-lo com suas mãos, pôde ainda sentir um suave calor que sumia mais e mais a cada segundo...

Pôs as mãos sobre os joelhos, fez força e levantou-se, estava sozinho no quarto, caminhou até a porta que estava já aberta, olhou mais uma vez o sol no horizonte, olhou para o carpete do outro lado da cama e viu caída uma camisola de cor lilás bem clara. Atravessou o portal, pôde ouvir algo, como estática vinda da sala de estar, rumou em direção a ela, no meio do caminho ouviu uma música infantil que tocava na televisão, apenas um programa infantil de um canal qualquer, olhou para duas mochilas encostadas a parede leste da sala, uma era azul e outra rosa com diversos desenhos e/ou estampas que não conseguia ainda identificar por ter acabado de acordar. Pegou o controle sobre a mesa que se encontra no centro do cômodo, mirou a televisão e apertou o botão "Power", devolveu o controle remoto ao seu lugar.

Fechou os olhos por um momento, respirando fundo, ouviu o som de água correndo. Passou a língua por entre os lábios, sentiu um pouco de sede. Virou de costas, foi novamente para o corredor, passou a cozinha e estancou a frente da porta seguinte, que se encontrava apenas encostada, estendeu a mão à maçaneta, sentiu o frio metal transmitindo seu gelo para sua mão, e empurrou a porta lentamente. Um filete de água escorria da torneira, uma água de aspecto frio, cristalino e delicado, incessante. Ele foi se aproximando, abriu um pouco mais torneira e a água jorrou com maior pressão, estendeu as mãos e posicionou-as sob o jato d'água, lavou-as e colheu um pouco dela levando em direção ao seu rosto a fim de enxaguá-lo e espantar seu sono, repetiu a seqüência de movimentos por duas vezes. Parou olhando o espelho a sua frente, que lhe refletia, revelando uma cicatriz na sobrancelha, olhar pacífico de cor castanho-escuro, um sorriso simples em seus lábios, completando com seu corte de cabelo simples e sua pele sedosa como a de quem nunca teve barba... Estendeu as mãos em direção a toalha que está ao lado do lavabo, pegou-a enxugou o rosto de forma aliviada e carinhosa, concluiu por secar as mãos e devolver a toalha úmida ao seu lugar.

Talvez o jovem sentisse algo como a sensação de renovação e relaxamento...

Ele saiu do banheiro, fechando a porta silenciosamente, vagou pelo corredor até que parou olhando para um retrato de família. Retirou-o da parede, olhou atentamente, parecia ser ele mesmo ainda que um pouco mais velho, uma bela senhora com não mais que trinta anos, a frente do casal duas crianças: um menino e uma menina... Sua mão tremeu um pouco, sentiu-se fraco por um momento deixando o retrato escorregar por entre os dedos e ir de encontro ao chão, quebrando-se em vários pedaços... Sua visão distanciou-se da cena do retrato espatifado no chão, sentiu suas pernas leves, sem o chão sob seus pés, sentiu uma brisa que passeou em seu corpo por um breve momento, uma claridade branca o consumiu por um instante ou dois...

Sentiu pressão de dentro para fora em seu tórax, respiração acelerada, abriu os olhos desesperada e ansiosamente, ele se encontrava deitado em sua cama descoberto, abraçado a um travesseiro, sentou-se para poder respirar melhor. Não havia mais ninguém no quarto, não havia um espaço vago ao seu lado, pois era apenas uma cama de solteiro, no chão não havia nenhuma camisola, apenas o conector do carregador do celular N95. Em uma das paredes do quarto, se encontrava um computador e sobre este uma janela, num outro uma estante de livros, no outro um guarda-roupa, e uma porta do lado oposto ao computador. Não era amplo, mas era o suficiente, mal iluminado por causa da cortina bege que cobria a janela quase por inteiro. Não era tão aconchegante quanto o quarto em que outrora acordara, nem tão amplo.

Limpou a mente, soltou um suspiro como quem está entediado e se soltou com força sobre o travesseiro... felizmente ou infelizmente ele ainda se encontrava lá... não se sabe... mas se sabe que ele fechou os olhos e entregou sua mente a paz, a calma e a liberdade do seu quarto...